Um dos maiores especialistas em lajes nervuradas do Brasil, professor Marcos Terra, Diretor Técnico da Atex do Brasil e professor na PUC Minas e na Escola Estadual Kennedy, em Belo Horizonte, preparou um comparativo técnico com quatro cenários para você avaliar o consumo de aço e concreto nas lajes maciça, maciça protendida, nervurada e nervurada protendida, com altura equivalente, para o mesmo vão e a mesma carga.
É o comparativo mais direto entre laje nervurada x laje maciça com e sem protensão disponível hoje para o mercado técnico brasileiro, feito com os quatro sistemas lado a lado, na mesma condição de projeto.
A versão mais simples da laje nervurada, sem protensão, chega na frente do sistema maciço já na sua forma mais otimizada.
O comparativo parte de um mesmo ponto de partida para os quatro sistemas, sem viés para nenhum dos lados: mesmo vão, mesma carga de uso, mesmo critério de custo.
Ele pegou uma laje quadrada de 10 x 10 metros, aplicou o mesmo carregamento de uso e comparou quatro sistemas construtivos lado a lado:
• Laje maciça convencional
• Laje nervurada
• Laje maciça protendida
• Laje nervurada protendida
O que é cada sistema
Laje maciça
É o sistema em concreto armado sem vazios, com espessura contínua em toda a área. Resiste aos esforços por meio de armadura passiva (aço CA-50) distribuída na malha da laje.
Laje nervurada
É o sistema formado por nervuras que trabalham unidas por uma capa de concreto na parte superior, com os vazios preenchidos por elementos de enchimento ou formas reaproveitáveis. Isso reduz o volume de concreto e o peso próprio em relação à laje maciça, para o mesmo vão e a mesma carga.
Laje maciça protendida
É a mesma configuração da laje maciça convencional, mas parte da armadura passiva é substituída por cabos de protensão (aço ativo, CP190), que introduzem uma compressão prévia no concreto. Isso permite reduzir a espessura da seção e o consumo total de aço.
Laje nervurada protendida
Aplica o mesmo princípio da protensão à estrutura nervurada. Os cabos de aço ativo reduzem ainda mais a altura da seção e o consumo de material em relação à versão convencional da laje nervurada.
Qual sistema tem o menor custo
No comparativo laje nervurada x laje maciça protendida, o resultado confirma o que já era esperado em dois pontos: a nervurada custa menos que a maciça, e a protensão reduz o custo de cada sistema em relação à sua própria versão convencional.
Até aqui, nenhuma surpresa.
A surpresa aparece quando os quatro números são colocados na mesma tabela. Porque a versão mais simples da laje nervurada, aquela sem nenhuma protensão, sem cordoalha, sem cabo, sem custo adicional de tracionamento, apresenta um custo por metro quadrado menor do que o da laje maciça já protendida.
Ou seja: o sistema nervurado, mesmo na sua forma mais básica, chega na frente do sistema maciço já na sua forma mais otimizada.
O professor Marcos Terra registrou o raciocínio completo, com a memória de cálculo aberta, incluindo o efeito da variação de altura, da carga permanente e do custo do aço ativo, em uma aula gravada que a Atex está disponibilizando para a comunidade técnica.

Quem trabalha com orçamento de estrutura, projeto estrutural ou execução de obra vai encontrar ali um raciocínio que serve para questionar a próxima decisão de especificação, antes que ela vá para o orçamento.
Para conhecer as formas reaproveitáveis usadas na laje nervurada, veja o catálogo de sistemas Atex.